terça-feira, 19 de abril de 2011

Urgente

O Cefet-MG enfrenta a pior crise de sua história. Além dos problemas referentes a obras que jamais termimam, agora a escola está proibida de contratar professores substitutos. Isso acontece em todos os campi por causa de uma lei de fevereiro que impõe o limite de 20% de professores contratados às instituições federais.

É bom lembrar que outras escolas federais como os Institutos ou mesmo o Cefet do Rio não enfrentam o problema das contratações. Essa é uma crise gerada pela atual gestão-geral do Cefet-MG, que durante 8 anos promoveu uma expansão irresponsável e inflou o número de professores substitutos.

Mas o diretor-geral prefere colocar a culpa no Minsitério da Educação (MEC). De fato, há uma disputa pessoal da atual direção-geral, em Belo Horizonte, com o MEC. O atual diretor-geral insiste em enfrentar o Ministério e não colocar em discussão as mudanças feitas na estrutura das escolas técnicas, que deram origem aos Institutos Federais (antigos IFets) e à Universidade Tecnológica do Paraná.

Ele, sem nunca ouvir servidores ou alunos, decretou que queremos ser Universidade Tecnológica e vive a satananizar os Institutos e a coibir o debate. Agora, na sexta, 15 de abril, o nosso diretor-geral convocou todos os campi para se unirem a ele nessa batalha perdida desde o início.

Nós, alunos, nunca fomos ouvidos sobre a questão Institutos/Universidade. Nunca nos consultaram para saber se estamos satisfeitos com nossos campi inacabados, com 60% de professores temporários ou com improvisos e promessas jamais cumpridas. E agora e o diretor-geral quer nossa mobilização em defesa do Cefet-MG?

Este ano haverá eleição e temos de estar atentos para não servir como massa de manobra para a reeleição de um projeto falido que está há 8 anos no poder. Temos de nos informar sobre as opções que temos em vez de embarcar em um discurso imediatista que ignora nossas reais necessidades e serve apenas para reconduzir ao poder aqueles que nos ignoram.

Não ao autoritarismo. Não à imposição de apenas uma versão da história. Queremos ajudar o Cefet-MG sim, senhor diretor-geral. E acreditamos que o debate claro e democrático seja a melhor forma de fazer isso. Queremos ouvir os dois lados. 

Vamos abrir os olhos

À beira do abismo, com a proibição legal de contratar mais profesores,
a direção-geral do Cefet-MG conclama servidores e alunos para saírem
às ruas em defesa da instituição. Mas por que essa mesma direção nunca
se preocupou com o abandono em que se encontram os campi do interior?
Por que nunca sugeriu que fizéssemos protestos pela conclusão de
nossos prédios inacabados ou que nunca saíram da planta? Por que nunca
se preocupou com o número insuficiente de efetivos que temos, com
nossa biblioteca usada como sala de aula? Nosso auditório que faz as
vezes de depósito de entulho? Nossa guarita de entrada sem segurança e
que sequer tem um letreiro com o nome da escola?
Temos de protestar mesmo. Mas não é o MEC nosso inimigo. Não é o MEC
que nos relega à condição eterna de campus inacabado. Não é o MEC que
nos impede de debater nosso próprio futuro e de fazer nossas próprias
escolhas. Não é o MEC que deixou nosso campus inacabado e que coloca
em risco a aprovação do curso de Engenharia Mecatrôncia por problemas
de infraestrutura. Temos problemas reais suficientes para ter de sair
às ruas em defesa de delírios do senhor direitor-geral. Chega de
opressão. Queremos debater nosso futuro agora.