O Cefet-MG enfrenta a pior crise de sua história. Além dos problemas referentes a obras que jamais termimam, agora a escola está proibida de contratar professores substitutos. Isso acontece em todos os campi por causa de uma lei de fevereiro que impõe o limite de 20% de professores contratados às instituições federais.
É bom lembrar que outras escolas federais como os Institutos ou mesmo o Cefet do Rio não enfrentam o problema das contratações. Essa é uma crise gerada pela atual gestão-geral do Cefet-MG, que durante 8 anos promoveu uma expansão irresponsável e inflou o número de professores substitutos.
Mas o diretor-geral prefere colocar a culpa no Minsitério da Educação (MEC). De fato, há uma disputa pessoal da atual direção-geral, em Belo Horizonte, com o MEC. O atual diretor-geral insiste em enfrentar o Ministério e não colocar em discussão as mudanças feitas na estrutura das escolas técnicas, que deram origem aos Institutos Federais (antigos IFets) e à Universidade Tecnológica do Paraná.
Ele, sem nunca ouvir servidores ou alunos, decretou que queremos ser Universidade Tecnológica e vive a satananizar os Institutos e a coibir o debate. Agora, na sexta, 15 de abril, o nosso diretor-geral convocou todos os campi para se unirem a ele nessa batalha perdida desde o início.
Nós, alunos, nunca fomos ouvidos sobre a questão Institutos/Universidade. Nunca nos consultaram para saber se estamos satisfeitos com nossos campi inacabados, com 60% de professores temporários ou com improvisos e promessas jamais cumpridas. E agora e o diretor-geral quer nossa mobilização em defesa do Cefet-MG?
Este ano haverá eleição e temos de estar atentos para não servir como massa de manobra para a reeleição de um projeto falido que está há 8 anos no poder. Temos de nos informar sobre as opções que temos em vez de embarcar em um discurso imediatista que ignora nossas reais necessidades e serve apenas para reconduzir ao poder aqueles que nos ignoram.
Não ao autoritarismo. Não à imposição de apenas uma versão da história. Queremos ajudar o Cefet-MG sim, senhor diretor-geral. E acreditamos que o debate claro e democrático seja a melhor forma de fazer isso. Queremos ouvir os dois lados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário